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Começou a ser pago no Brasil algo que impacta diretamente quem trabalha de carteira assinada

Por Clyverton da Silva
03/02/2026
Clientes Itaú, Caixa, Santander, Banco do Brasil e Bradesco em alerta: contas poderão ser encerradas automaticamente

Imagem ilustrativa: jcomp/Freepik

O Brasil passou a adotar, a partir de 1º de janeiro de 2026, um novo salário mínimo de R$ 1.621, após um reajuste de 6,79% sobre o valor anterior de R$ 1.518. Essa mudança impacta diretamente cerca de 60 milhões de brasileiros, incluindo trabalhadores ativos e aposentados do INSS, refletindo a combinação da inflação medida pelo INPC de 4,18% em 2025 e um incremento adicional limitado a 2,5% do crescimento do PIB de 2024.

O reajuste do salário mínimo não influencia apenas o pagamento mensal dos trabalhadores. Ele também ajusta uma série de benefícios sociais e previdenciários, como aposentadorias do INSS e seguro-desemprego, adaptando-os ao novo valor de R$ 1.621.

Estima-se que esse aumento injetará R$ 81,7 bilhões na economia ao longo de 2026, impulsionando o consumo e movimentando diversos setores da economia.

Apesar do incremento, o valor final ficou abaixo do esperado devido à inflação controlada. Isso permitiu um reajuste que considerou as finanças públicas, viabilizando um aumento real sem sobrecarregá-las.

Retomada da valorização do salário

Desde 2023, o Brasil recuperou a política de valorização constante do salário mínimo, abandonada por anos. Essa política é vista como vital para reforçar o poder aquisitivo dos trabalhadores.

Nos últimos anos, o governo promoveu aumentos reais acumulados de 11,5% acima da inflação até 2025, consolidando sua importância.

O salário mínimo tem uma história sólida no país, iniciada no governo de Getúlio Vargas em 1940. Sempre serviu como instrumento econômico e social vital, refletindo o compromisso contínuo com a redução da desigualdade e o fortalecimento da economia.

Futuro

Com a atual política salarial, o governo federal planeja um aumento contínuo do salário mínimo até 2030, dentro da regra fiscal que limita o crescimento pelo PIB a 2,5%. Esse compromisso não apenas beneficia os trabalhadores, mas também estimula o crescimento econômico sustentável.

O reajuste impacta as contas do governo, que deve lidar com um aumento nos gastos sociais. A expectativa, entretanto, é que um fluxo significativo de recursos na economia compense esse custo, promovendo um ciclo de crescimento.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Clyverton da Silva

Clyverton da Silva

Jornalista e editor do TNH1 Variedades.

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