Presente no preparo e na finalização de pratos, o azeite é um dos itens mais valorizados da cozinha — mas nem sempre é fácil identificar um produto realmente bom.
Para evitar escolhas erradas, especialistas apontam critérios simples que fazem toda a diferença na hora da compra. As orientações foram reunidas em reportagem do Paladar, do Estadão.
Rótulo, acidez e frescor fazem diferença
O primeiro passo é olhar com atenção o rótulo. Segundo Ricardo Castanho, instrutor da Associação Brasileira de Sommeliers (ABS), o ideal é optar por azeites extravirgens e observar o índice de acidez.
“Esse índice está relacionado à degradação química do azeite. Em termos gerais, quanto maior essa acidez, menor seria a qualidade”, explica. Ele ressalta que a acidez não tem relação com o pH, mas com a presença de ácidos graxos livres — por isso, quanto menor, melhor.
Outro ponto essencial é a data. A safra e o envase indicam o frescor do produto. “Considerando a média dos azeites disponíveis nos supermercados, o ideal é buscar produtos com até um ano de envase”, recomenda Castanho.
A especialista Ana Beloto também chama atenção para a variedade da azeitona. “Entre uma arbequina e uma koroneiki, indico essa última, que tem maior índice de biofenol e, por isso, o azeite terá uma vida útil mais longa”, afirma.
Já o azeitólogo Sandro Marques destaca o aroma como indicador de qualidade: “Quando o azeite é bem feito, ele preserva o aroma natural de fruta”.
Além disso, o Brasil tem ganhado destaque internacional. Premiações recentes mostram que marcas nacionais já competem com produtores tradicionais, oferecendo produtos de alto nível.
No fim, a escolha envolve atenção aos detalhes. Em um mercado com preços elevados, vale investir em um azeite que realmente entregue sabor, frescor e qualidade.





