O CEO da Amazon, Andy Jassy, alertou que os efeitos das tarifas de importação impostas pelo governo de Donald Trump já começaram a ser sentidos diretamente pelos consumidores. Durante participação no Fórum Econômico Mundial, realizado em Davos, na Suíça, nesta terça-feira (20), o executivo explicou que o encarecimento dos custos logísticos e tributários está sendo gradualmente incorporado aos valores dos produtos vendidos na plataforma.
Até pouco tempo, a empresa sustentava que os preços permaneciam relativamente estáveis. Esse cenário, porém, mudou no encerramento de 2025, quando se esgotaram os estoques adquiridos antes da aplicação das taxas. Essa reserva vinha funcionando como um “amortecedor” contra reajustes, permitindo que vendedores adiassem o repasse dos aumentos.
Com o fim desse fôlego, comerciantes que atuam no marketplace passaram a enfrentar uma escolha difícil, reduzir a própria margem de lucro para não perder clientes ou transferir parte, ou até a totalidade, do custo adicional para o consumidor final. Jassy ressaltou que o varejo opera, em geral, com lucros bastante reduzidos, frequentemente abaixo de dois dígitos, o que torna inviável absorver elevações expressivas nos custos, como aumentos de 10%.
Busca por alternativas
Apesar do encarecimento,o volume de compras segue elevado. No entanto, o perfil do consumidor mudou. Segundo o CEO, cresce a busca por promoções e alternativas mais baratas, enquanto gastos com produtos considerados supérfluos vêm sendo evitados.
O impacto das tarifas também varia entre setores. Empresas com produção majoritariamente local, como a Coca-Cola, afirmam estar menos expostas a esse cenário. Já a Amazon, por depender fortemente de importações, enfrenta um desafio maior.





