Geralmente causada por um alongamento excessivo do globo ocular ou curvatura acentuada da córnea, a miopia é uma das disfunções visuais mais comuns do mundo, afetando milhões de pessoas só no Brasil.
Todavia, é relevante lembrar que fatores como esforço visual excessivo tem contribuído para o aumento dos números da disfunção ao redor de todo o mundo. Além disso, ela ainda pode causar alterações estruturais que comprometem severamente a saúde dos olhos.
Por conta disso, a comunidade científica acabou decidindo alterar a forma como ela é encarada, passando a tratar a miopia como uma doença e, assim, evitar a banalização do diagnóstico.
A reclassificação foi feita pela Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos e foi bem aceita entre especialistas, que ressaltam que o diagnóstico antecipado e o monitoramento regular são fundamentais para evitar que a miopia desencadeie problemas mais graves.
Vale lembrar que, em casos avançados, pacientes podem sofrer com problemas como descolamento de retina, catarata precoce, maculopatia miópica e glaucoma, que por sua vez, oferecem riscos de prejudicar a visão permanentemente.
Cura para miopia: como manter a doença sob controle
Embora ainda não exista uma cura definitiva para a miopia, a medicina avançou o suficiente para desenvolver diferentes estratégias para manter a doença sob controle e, assim, evitar que ela evolua para problemas mais críticos. Entre os principais métodos, estão:
- Óculos e lentes de contato que garantem a correção mediata da miopia, focando a luz diretamente na retina;
- Cirurgias a laser que remodelam a córnea;
- Colírio de atropina, que ajuda a frear o crescimento do olho em crianças e adolescentes.
Além disso, especialistas ressaltam que mudanças no estilo de vida também são fundamentais para cuidar dos olhos e prevenir a evolução da miopia, com a redução do tempo de tela e aumento do tempo ao ar livre se destacando.





