O SUS (Sistema Único de Saúde) é comemorado por milhões de pessoas no Brasil, tendo nascido em 1990. Uma das principais inspirações foi o sistema britânico NHS (National Health Service), criado em 1948.
Apesar da diferença habitacional e territorial entre os dois países, ambos são pilares no acesso à saúde pública, mas ao mesmo tempo, enfrentam dificuldades semelhantes, como falta de recursos, dificuldade na gestão, problemas tecnológicos e longas filas de espera.
O médico sanitarista Gonzalo Vecina, que é um dos idealizadores do SUS e fundador da Anvisa, falou sobre os pontos positivos do programa:“Áreas de saúde pública, segurança sanitária, vigilância epidemiológica, controle de grandes doenças que afetam a população brasileira são imensos sucessos da saúde brasileira”, destacou.
Contudo, o médico também admite que há alguns pontos a serem melhorados nos próximos anos:“O SUS tem muita coisa boa, mas precisamos melhorar o financiamento e a gestão”, comentou.
Situação no Reino Unido
No Reino Unido, o NHS também vem sendo criticado. A fila de espera é um dos pontos mais citados pela população, já que cerca de 355 mil pacientes esperam por um atendimento há mais de um ano. Além disso, houve uma queda de 25% nos salários de enfermeiros e profissionais de ambulância desde 2008.
“A pandemia afetou todos os países e, nessa época, o cuidado eletivo deu espaço ao cuidado do Covid-19. Isso significa que muitas pessoas começaram a esperar por muito tempo. Ainda que listas de espera estivessem crescendo já há algum tempo, desde aproximadamente 2014. Há alguns pesos em cada ponto do sistema”, disse ao Futuro da Saúde, John Appleby, diretor de pesquisa e economista-chefe do Nuffield Trust.





