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Construtora gigante anuncia falência no Brasil e deixa dívida de R$ 1 bilhão

Por Julia da Silva
20/01/2026
Construtora gigante anuncia falência no Brasil e deixa dívida de R$ 1 bilhão

Créditos: Posco/Divulgação

Uma das maiores obras privadas do Ceará virou centro de uma crise bilionária após a Posco Engenharia e Construção do Brasil entrar em autofalência e chocar o mercado nacional.

Criada para erguer a usina CSP, no Pecém, a empresa deixou um passivo que pode alcançar a marca de um bilhão de reais. O projeto era considerado um dos maiores investimentos privados já feitos no Estado.

Dívidas, disputas judiciais e patrimônio limitado

Apesar do contrato bilionário quitado, fornecedores relatam atrasos e falta de pagamento contínuos. Há débitos trabalhistas, tributários e cobranças federais envolvendo Receita, INSS e PGFN. O pedido foi apresentado em setembro de 2025 e concentrou disputas em um único juízo. Na prática, credores agora competem por valores, com recuperação considerada cada vez mais improvável.

Nos autos, a empresa reconhece cerca de R$ 644 milhões, valor contestado por representantes dos credores. A maior parte envolve ações trabalhistas, seguidas por tributos e débitos classificados como quirografários.

Há divergências também sobre dívidas federais, que podem ultrapassar duzentos milhões. Segundo informações divulgadas, os bens declarados são mínimos diante do tamanho do rombo. Constam terreno, veículo inoperante, poucos reais em contas e aplicações simbólicas. Valores depositados judicialmente seguem vinculados a processos específicos, sem livre movimentação.

Para muitos afetados, a chance de recuperação integral é vista como remota. Entidades de credores foram criadas para organizar cobranças e pressionar por transparência.

Entre os maiores credores está um escritório que reivindica valores reconhecidos em arbitragens. Decisões iniciais permitiram estender cobranças a empresas do grupo econômico internacional.

A administradora judicial atribuiu a quebra a custos, recessão, pandemia e falta de contratos. Credores, porém, defendem que a apuração sobre recursos pagos ainda está longe do fim. Enquanto isso, centenas de empresas aguardam decisões que podem redefinir seus próximos anos. O processo segue sob forte atenção nacional.

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Julia da Silva

Julia da Silva

Jornalista com experiência em textos jornalísticos e de redação criativa, interessada pelo mundo e por boas histórias.

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