A situação dos Correios voltou ao centro do debate nacional após uma declaração contundente do presidente Lula, que tratou de encerrar rumores e especulações sobre o futuro da estatal.
Em meio a uma crise financeira que preocupa o governo e o mercado, Lula adotou um tom firme e deixou claro qual caminho pretende seguir, pegando parte do país de surpresa.
Lula descarta privatização e promete mudanças profundas na estatal
Durante um café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto, nesta quinta-feira (18), o presidente afirmou de forma direta que a privatização dos Correios está fora de cogitação enquanto estiver no comando do país. Segundo Lula, a prioridade do governo é promover uma reestruturação ampla para recuperar a empresa e torná-la novamente eficiente e produtiva.
O presidente reconheceu que a estatal enfrenta sérias dificuldades financeiras e atribuiu o cenário a erros de gestão acumulados ao longo dos últimos anos. Para ele, chegou o momento de “colocar a mão na ferida”, rever decisões administrativas e promover mudanças profundas, incluindo a substituição de cargos estratégicos, se necessário.
Apesar de rejeitar a venda da empresa, Lula admitiu que o governo estuda alternativas para fortalecer os Correios, como parcerias com empresas nacionais e internacionais.
Segundo ele, há grupos estrangeiros, inclusive da Itália, interessados em dialogar com a estatal. A possibilidade de transformar os Correios em uma empresa de economia mista também foi citada, mas sempre com o controle público preservado.
O novo presidente da estatal, Emmanoel Rondon, apontou a concorrência crescente do comércio eletrônico como um dos fatores que pressionaram as contas da empresa. Já a ministra Esther Dweck avaliou que a simples ameaça de privatização em governos anteriores afastou investimentos importantes.
Entre as medidas em estudo está um plano de reestruturação financeira e operacional, que inclui negociações de empréstimos bilionários e eventual apoio do Tesouro, condicionado a metas rígidas.





