Um dos roubos mais comentados dos últimos anos vai sair das páginas policiais para as telonas. O assalto às Joias da Coroa expostas no Museu do Louvre, em Paris, considerado por parte da imprensa internacional como o “roubo do século”, será adaptado para o cinema pelo diretor francês Romain Gavras.
O crime ocorreu em outubro de 2025, quando ladrões invadiram a Galeria Apolo em plena luz do dia e levaram joias históricas avaliadas em cerca de US$ 102 milhões. O caso ganhou repercussão mundial não apenas pelo valor das peças, mas também pela ousadia da ação e pelas falhas de segurança reveladas durante a investigação.
Filme e série documental vão explorar bastidores do caso
Além do longa-metragem, o episódio também dará origem a uma série documental inspirada no livro O Roubo do Louvre, escrito pelos jornalistas Jean-Michel Décugis, Jérémie Pham-Lê e Nicolas Torrent. A obra reúne detalhes da investigação e dos meses que se seguiram ao crime.
A produção do filme ficará sob responsabilidade da Iconoclast, enquanto a série será desenvolvida pela Misfits, empresa do grupo Mediawan. Até o momento, não foram divulgados o elenco, o título oficial nem a previsão de estreia.
Segundo as investigações, os suspeitos presos não faziam parte de uma sofisticada organização criminosa, mas de um grupo de criminosos de pequeno porte dos subúrbios de Paris. Durante a fuga, eles chegaram a deixar para trás ferramentas, objetos usados na invasão e até a coroa da imperatriz Eugênia — considerada a peça mais valiosa do acervo roubado.
Mesmo após meses de apuração, parte das joias continua desaparecida, transformando o caso em um dos maiores enigmas recentes da França. O roteiro de Gavras deve combinar a reconstrução do assalto com a intensa cobertura da imprensa e os bastidores da investigação, reforçando o fascínio que grandes roubos continuam exercendo sobre o cinema e o público.





