Um novo caso de hantavírus foi confirmado entre passageiros ligados ao navio de luxo MV Hondius, elevando para 13 o número total de infectados associados ao surto monitorado por autoridades internacionais de saúde.
A atualização foi divulgada nesta semana pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que acompanha a situação desde os primeiros registros da doença no cruzeiro.
OMS monitora passageiros enquanto cientistas investigam origem do surto na Argentina
Segundo o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, o novo diagnóstico foi identificado na Espanha entre passageiros que permanecem em quarentena após o desembarque da embarcação. Até o momento, três mortes relacionadas ao surto foram registradas, embora não haja novos óbitos desde o início de maio.
As autoridades de saúde afirmam que o cenário permanece estável e que os passageiros infectados seguem recebendo acompanhamento médico. Enquanto isso, pessoas que tiveram contato próximo com os casos continuam sob monitoramento preventivo.
O hantavírus é transmitido principalmente por roedores silvestres infectados. A contaminação costuma ocorrer por meio da inalação de partículas presentes em urina, fezes ou saliva dos animais. Dependendo da variante do vírus, a infecção pode provocar sintomas graves, incluindo febre hemorrágica e comprometimento respiratório severo.
Diante da preocupação internacional, cientistas do Instituto Malbrán, centro argentino especializado em doenças infecciosas, iniciaram uma investigação em Ushuaia, cidade localizada no extremo sul da Argentina e ponto associado ao trajeto do cruzeiro.
Pesquisadores estão realizando capturas de roedores em diferentes regiões para identificar possíveis focos de transmissão. Amostras de sangue e tecidos coletadas serão analisadas em laboratório para tentar determinar a origem do vírus.
A OMS estima que ocorram entre 10 mil e 100 mil casos de hantavírus por ano no mundo, embora a gravidade varie conforme a cepa circulante. Especialistas reforçam que o monitoramento rápido e o isolamento de casos suspeitos são considerados fundamentais para evitar novos surtos.





