A Amazon acaba de dar um passo ousado com a Alexa Plus, versão mais avançada da assistente virtual equipada com IA generativa.
Uma atualização liberada para usuários dos Estados Unidos e Canadá agora permite que a assistente monitore preços em tempo real e — o que mais chama atenção — realize compras automaticamente quando um item atinge o valor desejado pelo usuário.
A promessa é prática, mas especialistas já alertam: o recurso pode render compras indesejadas na fatura do cartão.
Como funcionam as compras automáticas da Alexa
Os novos recursos, testados desde junho, transformam a Alexa em uma espécie de “personal shopper” digital. O usuário pode acompanhar produtos adicionados ao carrinho ou à lista de desejos e estabelecer um limite de preço para receber alertas.
Quando o valor cai o suficiente, a assistente conclui a transação sozinha, usando o endereço de entrega e o método de pagamento já cadastrados na conta Amazon.
Para organizar essa nova dinâmica, a empresa criou a aba Compras Essenciais (Shopping Essentials) nos dispositivos Echo Show — como o Echo Show 15 e o Echo Show 21. Trata-se de um painel completo que reúne rastreamento de entregas, histórico de compras, listas e sugestões personalizadas. Basta pedir “Alexa, onde estão minhas compras?” para abrir a central integrada.
Há ainda funções inéditas, como adicionar itens a pedidos já concluídos e gerar listas de presentes com base na descrição de quem vai receber — tudo exibido por categoria na tela do dispositivo.
Apesar da empolgação internacional, a Alexa Plus e o recurso de compras automáticas ainda não têm data para desembarcar no Brasil. Por aqui, o debate recente envolve outro ponto: o aumento de anúncios exibidos nos Echo Show.
Questionada, a country manager da Alexa no país, Talita Bruzzi Taliberti, afirmou que a publicidade é essencial para manter o serviço sustentável e cobrir custos operacionais, mas garantiu que a empresa acompanha de perto as críticas.





