O Carnaval é conhecido pela criatividade e pelo exagero nas fantasias, mas nem toda brincadeira termina em confete e aplausos.
Em Guaíba, no Rio Grande do Sul, um caso recente acendeu o alerta sobre limites que não podem ser ultrapassados durante a folia, especialmente quando a diversão vira motivo de medo coletivo.
Fantasia que virou caso de polícia
Na noite de domingo (25), um homem foi detido após circular pelas ruas do bairro Cohab Santa Rita usando uma fantasia e afirmando ser um lobisomem. A atitude causou pânico entre moradores, principalmente crianças e idosos, e levou à intervenção da Brigada Militar.
Segundo relatos registrados pela polícia, o suspeito pulava muros e portões de residências durante a madrugada, uivava em vias públicas e surpreendia quem estava dentro das casas. A sequência de episódios fez com que vizinhos acionassem as autoridades, temendo que a situação pudesse sair do controle.
O caso ganhou ainda mais repercussão por lembrar uma ocorrência semelhante registrada dias antes no município de Sentinela do Sul, onde moradores também relataram aparições de uma figura fantasiada que assustava a população durante a noite. A coincidência aumentou o clima de apreensão na região.
Em Guaíba, o homem acabou localizado nas proximidades de um supermercado e foi encaminhado à delegacia. A polícia registrou ocorrência por perturbação da ordem pública. O nome do detido não foi divulgado, e o caso segue sob investigação.
Apesar de ser comum usar fantasias em períodos festivos como o Carnaval, ações que geram medo, invadem propriedades ou colocam pessoas em risco podem resultar em prisão. Fantasia não é salvo-conduto para desrespeitar a lei, e excessos transformam a festa em problema jurídico.
Autoridades reforçam orientações para que foliões priorizem respeito, bom senso e convivência pacífica, evitando situações que acabem em delegacia durante a festa carnavalesca.





