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Decisão inédita entra em vigor e proíbe o uso de gás até 2027 em toda esta região

Por Clyverton da Silva
31/01/2026
Decisão inédita entra em vigor e proíbe o uso de gás até 2027 em toda esta região

Foto ilustrativa: Magda Ehlers/Pexels

Em 26 de janeiro, a União Europeia (UE) deu um passo significativo em sua estratégia energética: os ministros dos 27 Estados-membros aprovaram o veto total às importações de gás russo até 2027. A decisão abrange o gás natural liquefeito (GNL) e o fornecido por gasodutos.

O objetivo é reduzir a dependência energética da Rússia e fortalecer a segurança energética do bloco. Esse movimento está alinhado com a estratégia REPowerEU, que busca diversificar as fontes de energia da Europa.

A implementação se dará em etapas, com o fim das importações de GNL ocorrendo até o final de 2026 e as de gasoduto até 30 de setembro de 2027. A medida reflete tanto tensões geopolíticas crescentes quanto a necessidade de autonomia energética.

Transformação energética da UE

Com essa decisão, os Estados-membros enfrentam uma necessidade urgente de adaptação. Até março de 2026, cada país deverá apresentar um plano nacional.

Esses planos serão fundamentais para diversificar fontes de energia e superar os desafios da transição. Além disso, os países deverão verificar a origem do gás importado, adotando sistemas de vigilância rigorosos para garantir o cumprimento do regulamento.

Os sistemas rígidos são essenciais para evitar desabastecimentos e impactos negativos no mercado. Com a Rússia ainda suprindo cerca de 13% do gás da UE, os países precisam explorar rapidamente fornecedores alternativos para garantir um corte definitivo.

Desafios

Apesar da aprovação pela maioria dos Estados-membros, a decisão enfrentou resistência. Países como Hungria e Eslováquia, que dependem fortemente do gás russo, manifestaram objeções legais, sinalizando intenções de contestar a medida no Tribunal de Justiça da União Europeia.

Caso a segurança do abastecimento sofra ameaças graves, há a possibilidade de suspensão temporária da proibição por até quatro semanas.

A discordância interna ressalta os desafios enfrentados pela UE ao buscar equilibrar os interesses individuais dos países com a segurança coletiva do bloco. As regras estabelecem sanções rigorosas para descumprimento, incluindo multas elevadas para práticas não conformes.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Clyverton da Silva

Clyverton da Silva

Jornalista e editor do TNH1 Variedades.

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