O Ministério Público Eleitoral de São Paulo apresentou uma denúncia contra o empresário e influenciador Pablo Marçal, afirmando que ele cometeu injúria e difamação contra o apresentador e então candidato José Luiz Datena durante a campanha para a Prefeitura da capital em 2024.
Segundo o órgão, as falas ocorreram em transmissões ao vivo e publicações nas redes sociais de Marçal, além de entrevistas, todas com intenção eleitoral.
O que diz o Ministério Público
De acordo com a denúncia apresentada nesta quarta-feira (5), Marçal teria feito diversas acusações contra Datena ao longo de setembro de 2024. Em um dos episódios citados, durante lives no Instagram, o empresário chamou o adversário de “agressor de mulheres”, “assediador sexual” e “comedor de açúcar”, além de afirmar que o apresentador teria “comprado o silêncio de uma menina” em um suposto caso de assédio sexual.
O promotor eleitoral Cleber Masson afirma que as falas “configuram crimes de injúria e difamação com causa de aumento de pena, por terem sido praticadas com finalidade de propaganda eleitoral e por meio de rede social”. O Ministério Público também pede que seja fixado um valor mínimo para reparação dos danos morais causados a Datena.
A denúncia menciona ainda uma declaração feita em entrevista no dia 20 de setembro, na qual Marçal voltou a atribuir ao jornalista um suposto “contorcionismo jurídico” para evitar responsabilização em um caso de assédio sexual. Para o MP, esses ataques tinham o objetivo de influenciar o eleitorado em meio à disputa acirrada pela Prefeitura de São Paulo.
O episódio se soma a três processos envolvendo os dois candidatos. Entre eles, ações de danos morais movidas por Datena contra Marçal — que chegou a chamá-lo de “Jack, o estripador” durante um debate — e uma ação do próprio Marçal contra Datena, após o apresentador agredi-lo com uma cadeirada no mesmo encontro eleitoral.





