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Depois da Venezuela, EUA agora miram o Brasil em nova estratégia

Por João Carlos Gomes
20/04/2026
Depois da Venezuela, EUA agora miram o Brasil em nova estratégia

Foto: Michael Reynolds/EFE

A captura do ex-presidente Nicolás Maduro não apenas impactou a Venezuela, mas também gerou forte preocupação internacional. Inclusive, no Brasil, o episódio reacendeu o temor de que os Estados Unidos possam ampliar sua atuaçao intervencionista na América do Sul.

Ainda mais considerando que, mesmo diante da resistência do governo Lula, o presidente Donald Trump não parece ter desistido da ideia de interceder no combate ao crime organizado no território brasileiro.

Afinal, vale lembrar que, por meio de um recado enviado recentemente ao presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, autoridades dos EUA confirmaram que as discussões sobre como lidar com o crime organizado brasileiro têm avançado em Washington.

O objetivo central permanece sendo o de classificar facções criminosas, como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), como organizações terroristas, para que assim seja possível ampliar o combate financeiro a essas organizações.

Isso porque a classificação mais rígida facilitaria ações para bloquear recursos e até mesmo criar obstáculos para o uso do sistema bancário global para esses grupos, o que, segundo a iniciativa, seria crucial para minimizar sua atuação.

Por que o governo brasileiro é contra a ação dos EUA?

Conforme mencionado anteriormente, apesar das vantagens anunciadas pelas autoridades estadunidenses, o governo brasileiro se manteve crítico à medida, ressaltando não apenas questões de soberania, mas também econômicas e ideológicas.

Até porque, segundo especialistas, a classificação de organizações criminosas como terroristas também poderia abrir margem para intervenções externas ou sanções indiretas, que não só desafiariam a liberdade do Brasil, como ainda gerariam impactos severos na economia, afetando setores como o turismo, por exemplo.

Além disso, a iniciativa dos EUA também é considerada confusa, pois enquanto grupos terroristas têm como objetivo central impor agendas ideológicas, religiosas ou políticas pelo medo, facções como o PCC e CV focam principalmente no lucro.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
João Carlos Gomes

João Carlos Gomes

Jornalista formado pelo Centro Universitário Carioca, fã de música e apaixonado pela profissão que, diariamente, se dedica a atualizar os leitores do TNH1.

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