A ideia de que os dias podem ganhar uma hora extra parece saída de ficção, mas tem base científica — com um detalhe importante: isso não deve acontecer tão cedo.
Um estudo da Universidade Técnica de Munique (TUM), na Alemanha, identificou que a rotação da Terra está desacelerando, o que, em teoria, poderia levar a dias com 25 horas. No entanto, o processo é extremamente lento e ocorre em escalas de tempo que ultrapassam milhões de anos.
Por que a Terra está “ficando mais lenta”?
Os pesquisadores monitoraram a rotação do planeta com alta precisão usando lasers instalados em observatórios. O que eles detectaram foram variações minúsculas — medidas em milissegundos — que indicam mudanças no ritmo de rotação ao longo do tempo.
Essa desaceleração não é novidade para a ciência. Ela ocorre principalmente por causa da interação gravitacional com a Lua, que “puxa” a Terra e altera levemente seu movimento. Como consequência, a Lua também se afasta gradualmente do planeta, cerca de 3,8 centímetros por ano.
Além disso, fatores internos e ambientais também influenciam essa dinâmica. Movimentos no núcleo da Terra, atividade tectônica, derretimento de geleiras e até mudanças na atmosfera podem acelerar ou desacelerar temporariamente a rotação.
Apesar disso, o impacto no nosso dia a dia é praticamente inexistente. Atualmente, um dia terrestre dura cerca de 23 horas, 56 minutos e 4 segundos, e qualquer variação só pode ser detectada com relógios atômicos.
Especialistas reforçam que a ideia de um dia com 25 horas tem sido exagerada nas redes sociais. Embora seja cientificamente possível, esse cenário levaria centenas de milhões de anos para se concretizar.
Se um dia isso acontecer, poderia afetar o sono, o clima e até as marés. Por enquanto, porém, não há motivo para esperar uma hora extra na rotina — pelo menos não nesta era.





