A apneia obstrutiva do sono (AOS), condição diagnosticada no ex-presidente Jair Bolsonaro, é mais comum do que muitos imaginam e atinge milhões de brasileiros. Segundo dados da Associação Brasileira do Sono (Absono) e da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), cerca de 35% da população brasileira pode sofrer com o problema.
Bolsonaro relatou publicamente o diagnóstico de apneia obstrutiva do sono severa pela primeira vez em dezembro de 2025. Durante exames, foi identificado que ele apresentava até 50 episódios de apneia por hora, índice considerado elevado.
Após o relato, especialistas apontaram que a condição passou a ganhar mais visibilidade no país, aumentando a busca por informações e diagnósticos.
O que é a apneia do sono?
A apneia obstrutiva do sono é caracterizada por interrupções repetidas da respiração durante o sono, provocadas por obstruções nas vias aéreas. Essas pausas reduzem a oxigenação do sangue e prejudicam a qualidade do descanso.
Um dos sinais mais comuns é o ronco intenso, especialmente quando acompanhado de pausas respiratórias perceptíveis. No entanto, nem todo ronco indica apneia.
Entre os principais sintomas estão: sonolência excessiva durante o dia, dores de cabeça ao acordar, sono agitado, falta de concentração e irritabilidade e alterações de humor.
Além do impacto na rotina, a condição pode aumentar o risco de hipertensão arterial, diabetes e doenças cardiovasculares, além de influenciar negativamente a saúde mental.
Tratamento e desafios
O tratamento varia conforme a gravidade do caso. O método mais indicado é o uso do CPAP (pressão positiva contínua nas vias aéreas), aparelho que mantém as vias respiratórias abertas durante o sono.
Apesar de eficaz, muitos pacientes relatam dificuldade de adaptação inicial ao equipamento, principalmente pelo desconforto da máscara.
No caso de Bolsonaro, houve resistência inicial ao uso do CPAP, e ele chegou a realizar uma cirurgia nasal na tentativa de amenizar o problema.
Especialistas também recomendam mudanças no estilo de vida, como: perda de peso, evitar álcool e tabaco e manter uma rotina regular de sono. Em casos mais graves da doença. pode ser necessária a intervenção cirúrgica para corrigir obstruções físicas.
Alerta para diagnóstico precoce
Com o relato público do ex-presidente, médicos reforçam a importância do diagnóstico precoce. A apneia do sono é uma condição tratável, mas, quando ignorada, pode trazer complicações sérias à saúde.
O aumento da visibilidade do tema pode contribuir para que mais brasileiros procurem avaliação médica e melhorem sua qualidade de vida.





