Na terça-feira (26), o dólar comercial voltou a subir e fechou cotado a R$ 5,4339, registrando alta de 0,36%. O movimento foi em direção contrária à tendência de queda observada no exterior.
O real chegou a recuar, e a moeda norte-americana atingiu a mínima de R$ 5,3994. Entretanto, o aumento das tensões no cenário internacional e a inflação acabaram revertendo o ocorrido.
A instabilidade começou com a divulgação do IPCA-15, que apontou uma deflação de 0,14% em agosto, sendo a primeira em dois anos. O fato surpreende, já que chegou a ser considerada “superficial e pontual” por parte do mercado.
Em um primeiro momento, o mercado nacional não registrou tantas mudanças significativas. Isso não reflete uma melhora estrutural, gerando desconfiança sobre a capacidade de controle da inflação, incentivando investidores a se protegerem com o dólar.
“Do ponto de vista do qualitativo, os dados registraram uma leve piora na passagem de julho para agosto. Itens importantes e monitorados pelo Banco Central apresentaram uma alta acima do esperado”, disse Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, à Infomoney.
Perda de força gera efeitos negativos
Enquanto isso, a moeda dos Estados Unidos força frente a outras. Tudo após a interferência na política do Federal Reserve, após o presidente Donald Trump tentar demitir a diretora do Fed, Lisa Cook.
Concluindo, o que parecia um dia bom para o real acabou indo por água abaixo gerando ainda mais preocupações. A oscilação do dólar exemplifica como o mercado ainda é sensível a tensões domésticas e também do exterior.





