O comando dos Estados Unidos está prestes a entrar em uma nova fase. O presidente Donald Trump afirmou que deve anunciar já na próxima semana o nome escolhido para substituir Jerome Powell na presidência do Federal Reserve (Fed), o Banco Central americano. A declaração foi feita durante uma reunião de gabinete na Casa Branca.
Powell ocupa o cargo máximo do Fed desde 2018, ainda indicado pelo próprio Trump em seu primeiro mandato. O mandato atual termina em maio, mas, pelas regras da instituição, ele pode permanecer no Conselho de Governadores até 2028. Apesar disso, o clima entre o presidente e o chefe do banco central vem se deteriorando rapidamente.
Críticas públicas, juros parados e pressão política
O anúncio de Trump ocorreu um dia após o Fed decidir manter a taxa básica de juros no intervalo entre 3,50% e 3,75%, decisão tomada pelo Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc). A medida desagradou o presidente, que defende cortes imediatos para estimular ainda mais a economia americana.
Nas redes sociais, Trump elevou o tom. Em publicação na Truth Social, chamou Powell de “idiota” e ironizou sua condução da política monetária ao usar o apelido “Tarde Demais”. Segundo o republicano, manter os juros elevados gera custos bilionários ao governo e ameaça até a segurança nacional.
Trump sustenta que a economia dos EUA vive um momento excepcional graças às tarifas de importação impostas por seu governo. Para ele, essa arrecadação permitiria ao país operar com “as menores taxas de juros do mundo”, algo que, na sua visão, o Fed estaria impedindo.
Apesar da pressão, Trump afirmou recentemente que não pretende afastar Powell antes do fim do mandato, embora tenha deixado claro que o futuro da instituição está em aberto. Nos bastidores, dois nomes aparecem como favoritos para assumir o posto: Kevin Warsh, ex-diretor do Fed, e Kevin Hassett, atual chefe do Conselho Econômico Nacional.





