Mensagens enviadas pelo WhatsApp costumam despertar desconfiança, principalmente quando envolvem benefícios do INSS. No entanto, em uma situação específica, o contato pelo aplicativo é oficial e faz parte do processo de revisão do Benefício de Prestação Continuada (BPC).
O BPC garante o pagamento de um salário mínimo mensal a idosos com 65 anos ou mais e pessoas com deficiência que vivem em situação de vulnerabilidade social. Como determina a legislação, o benefício passa por revisões periódicas para confirmar se o segurado continua atendendo aos critérios exigidos.
Quando o WhatsApp é usado pelo INSS?
Os beneficiários convocados para o chamado pente-fino recebem avisos por SMS e pelo aplicativo Meu INSS. Além disso, sete dias antes da perícia médica agendada, o órgão envia uma mensagem pelo WhatsApp, por meio de um perfil oficial e verificado, apenas para lembrar o cidadão da data marcada.
O contato via aplicativo ocorre somente em casos de perícia médica. Já as convocações para atualização cadastral e reavaliação social são feitas por SMS, pelo Meu INSS e também por notificação bancária no momento do pagamento do benefício.
A revisão médica é destinada aos beneficiários do BPC por deficiência com até 63 anos, já que, após os 65 anos, essa reavaliação deixa de ser obrigatória. Também podem ser verificadas informações de renda familiar e do Cadastro Único, critérios essenciais para a manutenção do benefício.
Recentemente, um caso chamou atenção. Um idoso de 65 anos teve o pedido do BPC negado após meses de análise e alegou que o sistema registrou desistência sem sua solicitação. Em nota, o INSS informou que o benefício foi indeferido porque a renda familiar ultrapassava o limite legal e ressaltou que um novo pedido poderá ser apresentado, caso os requisitos sejam atendidos.
Diante de mensagens recebidas no WhatsApp, a recomendação é não fornecer dados pessoais para contatos não oficiais do INSS.





