Desde 2019, o Brasil não adota o horário de verão, mas a possibilidade de sua volta segue em análise pelo Governo Federal. Especialistas e órgãos do setor elétrico acompanham de perto a situação, principalmente considerando o aumento da demanda nos horários de pico e as condições de geração de energia do país.
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), em relatório divulgado no Plano de Operação Energética 2025 (PEN 2025), apontou que o Sistema Interligado Nacional (SIN) poderá enfrentar sobrecarga nos horários de maior consumo — geralmente entre 18h e 21h — caso não sejam adotadas medidas adicionais.
Horário de verão no Brasil: governo avalia possível retorno
Entre as alternativas, o retorno do horário de verão poderia liberar até 2 gigawatts de energia, aliviando a pressão sobre o sistema, segundo a ONS. Além disso, a medida poderia favorecer a utilização de fontes renováveis, como solar e eólica, durante o período crítico do dia.
O Ministério de Minas e Energia (MME) reforça que o tema está sob avaliação contínua, levando em conta dados de consumo, geração hidrelétrica e produção não despachável de usinas fotovoltaicas. Em julho, o ministro Alexandre Silveira declarou que a decisão seria tomada entre agosto e setembro, mas até o momento não houve definição oficial.
Enquanto isso, tramita no Congresso um projeto de lei (PL 397/07) que busca impedir formalmente a adoção do horário de verão no país. Entre os argumentos apresentados estão os impactos na saúde, como distúrbios do sono, fadiga e desequilíbrios hormonais, além de questões de segurança, já que o ajuste nos horários pode gerar deslocamentos em plena escuridão.
O projeto aguarda análise final da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania após receber parecer favorável na Comissão de Minas e Energia.
Se confirmado, o retorno do horário de verão deve ocorrer entre outubro e fevereiro, ainda sem datas precisas definidas.





