O furto de energia elétrica, conhecido como “gato”, não é apenas ilegal — é uma prática arriscada e presente em todo o Brasil. Apesar de ser comum em residências e comércios, poucos sabem que a fraude está prevista no Código Penal e pode levar a prisão, além de gerar cobrança retroativa pelo consumo não registrado.
Dados da Enel Rio exemplificam o problema: no estado do Rio de Janeiro, mais de 100 pessoas foram presas em flagrante por ligações clandestinas entre janeiro e setembro de 2025, com crescimento de 17% em relação ao ano anterior.
A maior parte das ocorrências foi registrada em estabelecimentos comerciais, como bares, restaurantes, lanchonetes e supermercados, embora residências também representem mais de um terço dos casos. Comunidades como Complexo do Alemão (86%) e Rocinha (84%) lideram o ranking de irregularidades.
Pagamentos retroativos e prisão: Consequências de fazer “gato” na energia
A prática é arriscada. As ligações clandestinas podem sobrecarregar transformadores, causar acidentes e incêndios, além de interromper o fornecimento de energia para bairros inteiros. Recentemente, no Rio, um salão de beleza, um restaurante e um bar foram flagrados fazendo “gato”, deixando de pagar R$ 2,5 mil por mês.
O furto de energia é crime, com pena de um a quatro anos de prisão, podendo chegar a oito anos em casos que envolvam cabos de energia, telefonia ou sistemas ferroviários e metroviários. Além da responsabilização criminal, o autor da fraude ainda precisa quitar o consumo não pago durante o período da irregularidade.
Especialistas alertam: a tentação de economizar na conta de luz pode custar caro. O “gato” de energia não é apenas ilegal, mas perigoso e fiscalizado, colocando em risco a vida de quem o pratica e de toda a comunidade ao redor. No Brasil, de norte a sul, a lição é clara: economizar de forma ilegal pode levar direto para a cadeia.





