Hoje o mercado de carros elétricos cresce a cada ano e já começa a tomar o lugar dos veículos a combustão. Mas você sabia que essa história já foi o inverso? No início do século 20, os elétricos eram comuns nas ruas dos Estados Unidos e chegaram a superar os carros movidos a gasolina. O grande desafio, naquela época, não estava nos motores, mas sim nas baterias.
A visão de Edison
Em 1901, Thomas Edison acreditava que poderia mudar esse cenário. Ele desenvolveu um modelo de bateria feito de níquel e ferro, que segundo suas estimativas poderia alcançar até 160 km por carga, durar mais tempo e ser recarregado em cerca de sete horas, muito superior às baterias de chumbo-ácido da época, limitadas a 48 km por carga.
Apesar da promessa, a tecnologia não avançou como Edison esperava. As baterias continuaram pesadas e pouco práticas, enquanto os motores a combustão evoluíam rapidamente e dominaram o mercado ao longo que anos se passaram.
A volta da ideia em 2026
Mais de um século depois, cientistas decidiram dar uma nova chance à proposta. Uma equipe internacional, co-liderada pela Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), recriou a bateria de níquel-ferro com ajuda da nanotecnologia e da biologia. O resultado surpreendeu: o protótipo conseguiu recarregar em segundos e suportou mais de 12 mil ciclos de carga e descarga, o equivalente a mais de 30 anos de uso diário.
O estudo foi publicado em agosto de 2025 na revista Small e mostra que a ideia de Edison estava à frente de seu tempo.
Vantagens da versão moderna
- Segurança: não é inflamável, diferente das baterias de lítio.
- Sustentabilidade: ferro e níquel são abundantes e fáceis de reciclar.
- Ciclo de vida: suporta milhares de recargas sem perder eficiência significativa.
Com os carros elétricos cada vez mais dominando o mercado mundial, essa redescoberta pode acelerar mais essa evolução tornando o mundo menos dependente de veículos a combustão.





