Enquanto os debates legislativos sobre a redução da jornada de trabalho avançam, algumas empresas têm optado por se antecipar à regulamentação e abandonar a escala 6×1 por iniciativa própria e, assim, beneficiar seus colaboradores e se posicionar de forma estratégica no mercado.
Entre elas, está a mineradora multinacional Vale S.A., que, na última semana, assinou um acordo coletivo com a Superintendência Regional do Trabalho, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e sindicatos para alterar a escala de trabalho em todas as suas unidades no Brasil.
Consolidada por meio de mediação do Ministério do Trabalho e Emprego, a medida tem como objetivo central garantir mais qualidade de vida para os mais de 100 mil funcionários da empresa por meio da adoção de uma jornada máxima de 40 horas semanais.
Com a alteração, os trabalhadores passarão a cumprir jornadas de 8 horas diárias em 5 dias da semana, com direito a dois dias de descanso semanal. No entanto, conforme informou o portal ND Mais, as folgas não ocorrerão necessariamente aos fins de semana.
Isso porque o acordo assinado pela Vale também estabelece o revezamento de funcionários. Apesar disso, a decisão ainda segue sendo vantajosa, pois ainda prioriza o descanso consecutivo.
Iniciativa da Vale pode forçar mais empresas a modificar escala de trabalho
É importante destacar que a Vale já operava com modelos de escala reduzida para diversos funcionários. Contudo, mais do que ampliar o benefício para todos, a decisão da empresa de formalizar a mudança também pode gerar impactos no mercado.
Especialistas avaliam que outros setores podem ser pressionados a implementar medidas semelhantes, sobretudo em razão da relevância e do reconhecimento da mineradora no mercado brasileiro.
Estima-se que os primeiros reflexos da medida atinjam as empresas terceirizadas ligadas à Vale, especialmente nos segmentos de construção civil e engenharia. Mesmo contando com acordos e datas-base próprios, elas podem optar pela adesão para se alinhar à mineradora.





