A Ucrânia enfrenta mais um capítulo dramático em meio à guerra. O governo da Eslováquia anunciou o corte do fornecimento de eletricidade ao país, deixando regiões dependentes de energia emergencial em situação crítica.
A decisão foi confirmada pelo primeiro-ministro eslovaco Robert Fico, após a Ucrânia não retomar o envio de petróleo russo para a Eslováquia por meio do oleoduto Oleoduto Druzhba.
A justificativa do governo eslovaco
Segundo Robert Fico, o corte já havia sido anunciado como possibilidade caso o fluxo de petróleo não fosse restabelecido até esta segunda-feira. Em declaração pública, ele afirmou ter solicitado à estatal SEPS a suspensão do fornecimento emergencial de energia elétrica à Ucrânia.
De acordo com o premiê, somente em janeiro de 2026 as entregas emergenciais para estabilizar a rede elétrica ucraniana teriam sido o dobro de todo o volume fornecido ao longo de 2025.
Pressão também da Hungria
A Hungria também anunciou recentemente medidas de retaliação, suspendendo o fornecimento de gasóleo à Ucrânia. O governo húngaro acusou o presidente Volodymyr Zelensky de colocar em risco a segurança energética da região por razões políticas.
Autoridades ucranianas classificaram as ameaças de corte como “chantagem” e “ultimatos”, reforçando que o fechamento do oleoduto faz parte de decisões estratégicas ligadas ao conflito com a Rússia.
Quatro anos de guerra
O anúncio ocorre exatamente no dia em que a guerra em larga escala entre Rússia e Ucrânia completa quatro anos. A invasão russa teve início em 24 de fevereiro de 2022.
Desde então, estima-se que o conflito já tenha causado cerca de 2 milhões de baixas militares entre mortos, feridos e desaparecidos somando ambos os lados.
Além das perdas humanas, a infraestrutura energética da Ucrânia tem sido alvo constante de ataques ao longo do conflito, tornando o país ainda mais vulnerável a decisões externas sobre fornecimento de energia.
Impacto imediato
Com o corte anunciado pela Eslováquia, regiões que dependiam do suporte emergencial podem enfrentar instabilidade no abastecimento elétrico. Em um país já marcado por bombardeios e danos à infraestrutura, a medida amplia as dificuldades da população civil, que enfrenta mais um inverno sob incertezas energéticas.
A guerra entra em seu quinto ano sem perspectiva clara de solução, enquanto disputas geopolíticas seguem afetando diretamente o cotidiano de milhões de pessoas.





