Enquanto o Brasil enfrenta uma das maiores operações de segurança do ano no Rio de Janeiro, o governo dos Estados Unidos intensifica sua própria guerra contra o narcotráfico em outro ponto do planeta.
Nesta quarta-feira (29), forças norte-americanas lançaram bombas contra uma embarcação suspeita de transportar drogas no Oceano Pacífico, matando três pessoas, segundo o chefe do Pentágono, Pete Hegseth. O ataque faz parte de uma série de ofensivas ordenadas pelo presidente Donald Trump, que autorizou o uso de força militar contra organizações de tráfico classificadas como “terroristas”.
Escalada militar americana ocorre em meio a ofensiva policial no Rio de Janeiro
Este já é o nono bombardeio desde o início da campanha, em setembro, com um total de pelo menos 37 mortos. As ações anteriores ocorreram no Caribe, onde a Venezuela tem sido alvo de acusações americanas de envolvimento com o narcotráfico.
“Esses ataques continuarão, dia após dia”, declarou Hegseth, ao divulgar um vídeo mostrando o momento em que um barco em alta velocidade é destruído por mísseis em águas internacionais.
A Casa Branca afirma que as ofensivas visam “proteger os cidadãos americanos e restaurar a segurança marítima”, mas especialistas alertam para o risco de escalada diplomática com países latino-americanos.
A tensão aumentou depois que Trump chamou o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, de “líder do narcotráfico” e ameaçou impor tarifas às exportações do país. Com a ampliação dos ataques, Washington se declara, na prática, em “conflito armado” com um inimigo sem território definido.
No Brasil, o mesmo discurso de combate ao crime marca uma megaoperação no Complexo da Penha e no Alemão, no Rio. A ação deixou quatro policiais mortos, oito feridos e 60 suspeitos mortos, além de dezenas de prisões e apreensão de 93 fuzis. A ofensiva, que mobiliza mais de 2,5 mil agentes, busca desarticular núcleos do Comando Vermelho e frear a expansão da facção.





