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Enquanto discutem escala 6×1, presidente confirma que salário vai diminuir no Brasil

Por Matheus Chaves
01/05/2026
Notas de 20, 50, 100 e 200 reais

Imagem: Ivo Brasil/Pexels

Em 2026, o Brasil tem vivido um debate em relação à redução da escala 6×1 (seis dias de trabalho por um de descanso). Inclusive, existem três propostas no Congresso Nacional, uma delas do governo, que pretendem limitar a jornada a 40 horas semanais, garantindo dois dias de folga (5×2). Diante desse cenário, José Veloso, presidente da Abimaq, em entrevista à CNN Brasil, fez um alerta: o salário vai diminuir no país.

Apesar de defensores do fim da 6×1 e até mesmo o Governo Federal afirmarem que não haverá redução no salário dos brasileiros, Veloso comentou que, caso seja adotada uma escala menor de trabalho e não haja um aumento de produtividade, ocorrerá uma queda na remuneração e a precarização do trabalho.

Segundo ele, a redução do salário do trabalhador ocorrerá naturalmente, já que, com a queda de produção das empresas, elas precisarão contratar mais profissionais e, assim, reduzir a remuneração para poder pagar todos os funcionários. Como exemplo, o presidente da Abimaq citou as pequenas empresas de serviços, que devem ser as mais afetadas pela mudança na escala de trabalho.

Defesa do livre acordo

Veloso destacou que defende a ocorrência de um livre acordo entre empresa e empregado. O executivo salientou que a média atual de jornada de trabalho na área de máquinas é de 42 horas semanais, por convenção coletiva.

Em sua fala, ele ressaltou que, caso seja aprovado o fim da escala 6×1 e o Governo não se preocupar em proporcionar medidas que possam melhorar a produtividade, também haverá um aumento de custos nos produtos.

Investimento no Brasil

De acordo com o presidente da Abimaq, existem instituições e empresas estrangeiras interessadas em investir no setor de máquinas no Brasil. Isso ocorre devido à possibilidade de acordo entre Mercosul e União Europeia e também devido à posição geopolítica favorável do país.

Caso aconteçam esses investimentos de potências do exterior, o Brasil ganha o mesmo nível de sofisticação do país de origem, o que faz com que a produção nacional se torne mais competitiva no cenário mundial.

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Matheus Chaves

Matheus Chaves

Jornalista e produtor de conteúdo com mais de nove anos de experiência em comunicação digital, produção editorial e jornalismo online.

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