Devido à Lei do Piso Salarial Nacional do Magistério (Lei 11.738/2008), que visa garantir uma valorização da categoria, os professores na rede pública brasileira possuem um salário que supera o piso mínimo nacional e deve ser reajustado anualmente.
Todavia, é relevante destacar que a remuneração não é uniforme, apresentando variações significativas entre estados e municípios. Por conta disso, os vencimentos variam drasticamente, indo de pouco mais de R$ 3 mil até cifras que beiram os R$ 10 mil.
Um levantamento recente, realizado pelo Movimento Profissão Docente, reuniu dados validados pelas próprias secretarias municipais de educação e constatou que Aracaju, a capital sergipana, oferece um pagamento de R$ 3.195, sendo essa a remuneração mais baixa atualmente.
Em contrapartida, os valores mais expressivos são praticados em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Na cidade, mesmo sem a incidência de gratificações, os professores contam com um vencimento base de R$ 8.851 mensais.
O valor é resultado de uma combinação de elementos, como políticas de valorização estabelecidas via acordos sindicais, a postura estratégica do governo e a meta de elevar os índices educacionais da região.
Pagamento abaixo do piso salarial: por que alguns estados não remuneram professores integralmente?
Vale ressaltar que, em 2026, o piso salarial nacional dos professores foi elevado para R$ 5.130,63 para jornadas de 40h semanais. Porém, salários como o oferecido em Aracaju comprovam que o valor não é aplicado em todo o país.
E a falta de recursos no tesouro municipal ou estadual aparece como um dos principais entraves para o respeito ao piso. Sobretudo na ausência de repasses federais compatíveis com o aumento, muitos gestores afirmam não ter condições fiscais de arcar com o impacto na folha.
Além disso, divergências na interpretação jurídica quanto à aplicação do reajuste sobre o vencimento inicial, somadas à alta dependência de contratações temporárias, também aparecem entre as justificativas e acabam gerando constantes impasses.





