A libertação de Suzane Von Richthofen e a permanência de Robinho na prisão têm algo em comum: ambos cometeram crimes de grande repercussão. Mas o que os separa é o caminho jurídico de cada caso. Enquanto Suzane foi julgada pela Justiça brasileira, Robinho cumpre no Brasil uma condenação imposta pela Justiça italiana.
No mesmo complexo onde Suzane cumpriu parte da pena, outro nome conhecido segue em situação oposta. O ex-jogador Robinho permanece preso desde março de 2024 e, ao contrário do que muitos imaginam, ainda está longe de deixar a cadeia.
Entenda caso de Robinho
Robinho foi condenado pela Justiça italiana a nove anos de prisão por participação em um estupro coletivo ocorrido em 2013. A sentença, confirmada em 2022, foi homologada no Brasil pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), o que obrigou o ex-atleta a cumprir a pena em território nacional, em regime fechado.
Desde então, a defesa tem apresentado recursos para tentar reduzir o tempo de prisão. Em fevereiro, Robinho pediu diminuição da pena após concluir um curso a distância de eletrônica, rádio e TV. Mesmo assim, o Supremo Tribunal Federal decidiu, por 10 votos a 1, manter a prisão. O relator, ministro Luiz Fux, considerou inadequado o recurso apresentado.
Apesar da pena terminar oficialmente em 2033, Robinho pode sair antes por meio da progressão de regime. Pela Lei de Execuções Penais, condenados por crimes considerados hediondos precisam cumprir ao menos 40% da pena para solicitar a mudança para o semiaberto. Isso significa que ele só poderia deixar o regime fechado por volta do segundo semestre de 2027, caso apresente bom comportamento.
Além disso, a legislação permite a chamada remição de pena: um dia a menos a cada 12 horas de estudo ou a cada três dias de trabalho comprovados. A saída não é próxima e o caso segue.





