O contraste entre o mundo corporativo e o futebol fica evidente quando se colocam lado a lado os números da Havan e o salário de Neymar, atualmente no Santos. Em 2025, a rede varejista encerrou o ano com o melhor resultado de sua história: faturamento líquido de R$ 13,7 bilhões, crescimento de 16,4% em relação a 2024.
O lucro líquido avançou ainda mais. Saltou 28,1% e chegou a R$ 3,45 bilhões no ano. Na prática, isso significa cerca de R$ 287 milhões por mês ou aproximadamente R$ 9,4 milhões por dia em lucro — valor que, em dias mais fortes de vendas, pode ultrapassar facilmente a casa dos R$ 50 milhões em geração de caixa operacional, segundo estimativas de mercado.
Números bilionários colocam empresário e craque em escalas bem diferentes
Para sustentar essa engrenagem, a empresa mantém cerca de 22 mil funcionários e desembolsa algo em torno de R$ 120 milhões por mês apenas com folha salarial. Em impostos, o recolhimento anual bateu próximo de R$ 4 bilhões, reforçando o peso da companhia na economia.
Do outro lado está Neymar, dono do maior salário do futebol brasileiro. No Santos, o atacante recebe cerca de R$ 4,5 milhões por mês. Em um ano, isso soma aproximadamente R$ 27 milhões — sem contar bônus e acordos paralelos. Mesmo assim, o valor não chega a 10% do que a Havan movimenta em um único dia mais aquecido.
Além do salário, o contrato envolve a renegociação de uma dívida de direitos de imagem estimada em R$ 85 milhões e pode ser estendido até a Copa do Mundo de 2026. Ainda assim, na matemática fria, o império do varejo segue em uma liga financeira completamente diferente.





