Um surto viral acendeu o alerta no Sul do Brasil e levou à suspensão imediata das aulas em dezenas de escolas. O caso se deu em Pelotas, onde mais de 26 mil estudantes foram impactados após o avanço rápido de uma doença gastrointestinal que se espalhou em unidades da rede municipal.
A decisão foi tomada pelas autoridades locais como medida emergencial diante do aumento de casos em poucos dias. Inicialmente, 61 pessoas apresentaram sintomas, número que subiu para 77, atingindo principalmente crianças pequenas. O cenário levantou preocupação entre pais, educadores e equipes de saúde, que passaram a acompanhar a situação com atenção redobrada.
Vírus altamente contagioso mobiliza autoridades
A principal suspeita é de infecção por norovírus, conhecido por causar surtos em ambientes coletivos. O vírus provoca sintomas intensos, como vômito, diarreia, náusea e dores abdominais, além de febre em alguns casos. A transmissão ocorre com facilidade, especialmente por contato com superfícies contaminadas, alimentos ou água.
Diante da situação, todas as 93 escolas municipais passaram por um processo rigoroso de desinfecção. Salas de aula, brinquedos, utensílios e até áreas externas foram higienizados para conter a circulação do vírus. A estratégia teve como objetivo interromper o ciclo de contágio e evitar um agravamento ainda maior.
A Vigilância em Saúde também reforçou orientações importantes, como a higienização constante das mãos e o afastamento imediato de pessoas com sintomas. O monitoramento segue ativo, enquanto amostras coletadas foram enviadas para análise laboratorial, que deve confirmar a origem do surto nos próximos dias.
Apesar do susto e da rápida disseminação, a situação foi considerada controlada após as medidas emergenciais adotadas. Com isso, as aulas foram retomadas normalmente na segunda-feira, 23 de março, marcando o retorno dos estudantes às salas após dias de preocupação e alerta intenso na cidade.





