O caso de um homem britânico de 50 anos acendeu um alerta urgente para o consumo exagerado de bebidas energéticas — produtos extremamente populares também no Brasil.
O paciente chegou ao hospital com dificuldade de fala e locomoção, além de dormência repentina no lado esquerdo do corpo. Após exames, veio o diagnóstico: um AVC no tálamo, região cerebral ligada ao controle dos movimentos. A surpresa veio quando a equipe médica encontrou um possível gatilho para o quadro: o consumo diário de oito latas de energético.
Como os energéticos afetaram o corpo do paciente
Segundo os médicos, o paciente apresentava uma pressão arterial de 254/150 mmHg, índice considerado perigosamente alto — o normal não ultrapassa 120/80 mmHg. Mesmo após receber medicamentos de emergência para controlar o quadro, a pressão continuou elevada.
Foi só quando os profissionais investigaram os hábitos diários do homem que descobriram que ele consumia cerca de 1.200 mg de cafeína por dia, três vezes mais do que o limite máximo recomendado por especialistas, que é de 400 mg.
Quando a equipe orientou a retirada completa dos energéticos da rotina, a pressão finalmente estabilizou — e o paciente pôde interromper a medicação. Porém, os danos já tinham deixado marcas: ele não recuperou totalmente a sensibilidade do lado esquerdo do corpo, mesmo oito anos após o AVC.
O episódio levou os médicos responsáveis pelo caso a cobrarem campanhas de conscientização e maiores restrições ao consumo indiscriminado dessas bebidas.
Embora aumentem o estado de alerta e afastem o cansaço, os energéticos carregam riscos subestimados. Além da alta concentração de cafeína, eles costumam conter grandes quantidades de açúcar e ingredientes como taurina, ginseng, guaraná e glucuronolactona, que podem potencializar os efeitos estimulantes.
A combinação, segundo especialistas, pode elevar perigosamente a pressão arterial e favorecer eventos cardiovasculares graves, como o AVC.





