De acordo com a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) dos Estados Unidos, o El Niño está em curso. Ele é um fenômeno climático natural caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial que se movem em direção à América do Sul. Ele pode aumentar os riscos de chuvas, enchentes e ondas de calor.
No Brasil, especialistas já alertaram sobre o possível aumento de queimadas, que podem gerar tragédias florestais e afetar a vida das pessoas e dos animais. Diante disso, o governo federal liberou R$ 600 milhões para os corpos de bombeiros e para as estruturas que vão trabalhar em regiões com maior incidência de queimadas.
Em entrevista ao programa Voz do Brasil, da EBC, João Paulo Ribeiro Capobianco, que é biólogo, ambientalista e atual secretário-executivo do Meio Ambiente e Mudança do Clima, disse que já foi dado início às ações de monitoramento climático e preparação para enfrentar os efeitos do fenômeno no segundo semestre.
Segundo Capobianco, 4.630 profissionais federais vão participar de ações voltadas à vigilância, prevenção e combate ao fogo.

Campanhas de conscientização
Além do valor investido para as ações de combate a incêndios, o governo também deve realizar diversas campanhas de conscientização para que a população evite realizar ações que possam provocar queimadas. Entre elas estão:
- Queima de lixo
- Limpeza de terrenos com fogo
- Renovação de pastagens
A recomendação do ministro é que as pessoas não utilizem fogo a partir deste mês de junho.
Regiões que devem ser mais afetadas pelo El Niño
De acordo com o ministro, as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste devem ser as mais afetadas em relação a secas e altas temperaturas, o que, consequentemente, pode desencadear mais incêndios.
Por outro lado, a região Sul pode passar por um período de maior abundância de chuvas, podendo sofrer com enchentes e outros desastres, como desabamentos de casas e morros.





