Caracterizado pelo aquecimento, acima da média, da superfície do oceano Pacífico, o El Niño é um fenômeno climático que ocorre em intervalos irregulares cuja atividade pode influencar eventos climáticos extremos.
De acordo com dados divulgados pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA), o fenômeno climático não apenas está confirmado para 2026, mas seu processo de formação já começou. E a previsão de especialistas é que o evento ganhe força rapidamente, evoluindo para um nível de intensidade moderado ou forte.
Por alterar a circulação dos ventos e a distribuição de umidade em escala global, o El Niño impacta diversos países, incluindo o Brasil, de forma severa, gerando consequências variadas dependendo da região.
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) revelou, por meio de nota técnica, que a região Norte, sobretudo a Amazônia, está entre as áreas de maior preocupação, uma vez que o fenômeno ameaça reduzir o volume de chuvas no território.
Esse cenário meteorológico eleva significativamente o risco de incêndios no bioma. Diante disso, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, intimou a União e os governos estaduais da Amazônia e do Pantanal a prestarem informações detalhadas sobre os planos de combate a incêndios.
Além dos incêndios: outros impactos do El Niño no Brasil
A região Norte não será a única impactada pela redução no volume de precipitação com a chegada do El Niño, tendo em vista que condições semelhantes também devem surgir no Nordeste e no Centro-Oeste do Brasil.
Na região Sul, o fenômeno promete intensificar as chuvas, elevando o risco de enchentes e outras tragédias relacionadas ao mau tempo. Já no Sudeste, os impactos do El Niño são mistos, com precipitações se acentuando em áreas como o sudeste de São Paulo e o centro-sul do Rio de Janeiro e recuando em áreas mais ao norte.





