Dormir com uma luz acesa no quarto, hábito comum para quem tem medo do escuro ou precisa levantar à noite, pode trazer impactos que vão além do desconforto visual.
Pesquisas recentes indicam que até pequenas fontes de iluminação, como a tela do celular, o brilho da TV ou a luz da rua, interferem no funcionamento do organismo e podem estar associadas a problemas de saúde.
Estudo associa luz noturna a maior risco de doenças
Um levantamento conduzido por pesquisadores da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, acompanhou 552 idosos entre 63 e 84 anos e observou como a presença de luz durante o sono se relaciona com a saúde metabólica.
Os participantes usaram sensores para medir a luminosidade do ambiente, considerando desde lâmpadas até dispositivos eletrônicos. Menos da metade dormia no escuro, condição considerada ideal por especialistas.
Os dados mostraram que pessoas expostas à luz à noite apresentavam índices mais altos de obesidade, hipertensão e diabetes. Entre quem dormia com alguma iluminação, cerca de 40% eram obesos, contra 26% no grupo que descansava no escuro. A diferença também apareceu nos casos de diabetes e pressão alta.
Embora o estudo seja observacional, sem comprovar relação direta de causa e efeito, os cientistas apontam possíveis explicações biológicas. A luz noturna confunde o relógio interno do corpo, enfraquecendo o ciclo circadiano, responsável por regular sono, metabolismo e liberação de hormônios. Um dos afetados é a melatonina, substância que induz o sono e possui propriedades anti-inflamatórias.
Especialistas recomendam reduzir a exposição à luz durante a noite. Quando não for possível apagar tudo, o ideal é usar lâmpadas fracas, próximas ao chão e em tons quentes, como âmbar ou avermelhado.
Cortinas blackout, máscaras de dormir e reorganizar a posição da cama também ajudam a criar um ambiente escuro e favorável ao descanso profundo em casa.





