Capaz de evoluir por anos sem apresentar sintomas evidentes, a diabetes (principalmente o tipo 2) é considerada uma doença silenciosa, que só pode ser descoberta por meio de exames minuciosos ou sintomas mais graves.
Contudo, de acordo com um levantamento publicado na revista científica BMC Medicine, existe um fator relacionado ao sangue que também pode servir para indicar maior risco de diabetes e, com isso, estimular tratamentos precoces.
Segundo os dados analisados pela pesquisa, indivíduos com tipo sanguíneo B apresentaram maior propensão ao desenvolvimento da doença, independentemente do fator Rh, em comparação com pessoas de outros grupos.
Equivalente a 28%, o risco ainda é considerado moderado, uma vez que fatores relacionados ao estilo de vida, como dieta e sedentarismo, seguem sendo muito mais influentes para o surgimento da diabetes do que o grupo sanguíneo.
Apesar disso, especialistas envolvidos no estudo ressaltam que pessoas com sangue tipo B devem estar mais atentas aos fatores de risco modificáveis, uma vez que sua saúde metabólica pode, comprovadamente, ser prejudicada com mais facilidade.
Como o tipo sanguíneo influencia no surgimento da diabetes?
É relevante destacar que, embora a pesquisa tenha aferido uma relação entre o tipo sanguíneo e o risco de diabetes, a causa exata ainda está sendo investigada. Todavia, com base nos dados analisados, as seguintes alternativas se destacam como hipóteses mais plausíveis:
- Antígenos e inflamação: pessoas do tipo B podem apresentar níveis mais elevados de determinadas moléculas inflamatórias que, geralmente, estão associadas à resistência à insulina;
- Composição da flora intestinal: integrantes do grupo sanguíneo também apresentam algumas peculiaridades em sua flora intestinal que afetam o metabolismo e a regulação da glicose, o que aumenta o risco de diabetes;
- Açúcares de superfície: os açúcares e proteínas na superfície das hemácias das pessoas com sangue tipo B podem influenciar a forma como o corpo gerencia a glicose, mesmo que de forma sutil.





