Responsável pela destruição das células cerebrais, o Alzheimer é considerado um dos distúrbios degenerativos mais graves e incapacitantes, já que além de afetar o comportamento e a memória, ainda causa declínio cognitivo.
Mas é importante destacar que, apesar de sua agressividade, a doença avança de forma progressiva, evoluindo lentamente conforme fragmentos de proteínas tóxicas, como placas senis e emaranhados neurofibrilares, se acumulam no cérebro.
E de acordo com especialistas, a memória recente acaba sendo o primeiro tipo de recordação a ser afetada pelo Alzheimer nesse processo, tendo em vista que as células de regiões como o hipocampo e o córtex entorrinal são as primeiras a serem atingidas.
Vale lembrar que as estruturas são essenciais para transformar momentos vividos no dia a dia em lembranças. Sendo assim, quando elas são afetadas pelas toxinas da doença, pacientes podem apresentar muita dificuldade para recordar situações recém-vividas.
Isso significa que conversas e atividades praticadas há apenas alguns minutos podem desaparecer completamente da mente das pessoas afetadas, mesmo com o Alzheimer ainda estando em suas fases iniciais.
Fases do Alzheimer: conheça a progressão da doença
Embora a perda de memória esteja entre os sintomas mais conhecidos do Alzheimer, vale ressaltar que a doença pode se manifestar por meio de diversos outros sinais que, por sua vez, também indicam o estágio em que a condição se encontra. São eles:
- Fase inicial: além dos lapsos de memória recente, pacientes nesse estágio também lidam com problemas de concentração, dificuldade em encontrar palavras, mudanças sutis no humor ou personalidade e desorientação espacial;
- Fase moderada: nessa etapa, a autonomia dos pacientes começa a ser afetada, pois tarefas simples se tornam mais difíceis. Além disso, alucinações se tornam mais frequentes e a capacidade de fala também acaba sendo comprometida;
- Fase avançada: o paciente se torna totalmente dependente, pois além de perder a memória de forma severa, ele se torna incapaz de se locomover, se alimentar e até mesmo de aliviar necessidades fisiológicas.
Infelizmente, ainda não há uma cura para o Alzheimer. Contudo, existem soluções que se dividem entre tratamentos farmacológicos e terapias que estabilizam os sintomas e melhoram a qualidade de vida dos pacientes.




