Gilmar José da Silva, morador de Maringá, passa por um problema insultado há 20 anos. Nascido em Arapongas, no dia 11 de setembro de 1963, ele tem o mesmo número de documento de outra pessoa, que tem o mesmo nome e a data exata de nascimento.
Nascido em Arroio do Tigre (RS), o outro cidadão também enfrenta problemas por conta da emissão de documentos. Ambos têm 62 anos e se encontram aposentados. Os dois sempre questionam o motivo pelo qual não recebiam o valor do benefício de forma integral.
A realidade é que ambos ‘disputavam’ o montante apesar de conseguirem abrir contas bancárias mesmo com a duplicidade dos CPFs. Eles também votavam com seus títulos de eleitores e movimentavam os benefícios do INSS.
As famílias sofreram algumas consequências, já que descontos de empréstimos bancários foram realizados na outra conta. Um deles ficou negativado por conta da dívida do outro. “Isso já nos causou muito constrangimento. Perdi três meses de aposentadoria, tive dinheiro retirado da minha conta bancária e ainda fiquei sem meu CPF por alguns dias”, disse o Gilmar de Maringá, ao site GMC Online.
Justamente por isso, tentou contato com a Receita Federal e INSS em algumas ocasiões, mas nunca teve uma solução completa:“Precisei até registrar boletins de ocorrência por conta dessa confusão, e um deles chegou a tramitar na delegacia de estelionato por suspeita de golpe, tamanha a gravidade da situação”, prosseguiu.
Erro comprovado
O erro da duplicidade dos documentos foi comprovado no dia 11 de agosto deste ano. O erro foi devido a não checagem dos nomes das mães de ambos, e foi levado em consideração apenas o nome e data de nascimento. “Eu descobri uma conta corrente no meu CPF. Assim que consegui acessar o extrato, vi uma transferência para uma pessoa de sobrenome Silva, cuja chave Pix era o telefone dela. Foi então que consegui falar com a sobrinha do outro Gilmar”, contou.
Por fim, ambos já caminham para uma solução:“A Receita Federal já emitiu um novo CPF para o Gilmar do Rio Grande do Sul, e os familiares estão providenciando a alteração de todos os documentos”, concluiu Gilmar de Maringá.





