A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição e o recolhimento de duas marcas de cosméticos após identificar irregularidades sanitárias. A decisão, publicada no dia 8 de janeiro, vale para todos os lotes dos produtos e atinge a fabricação, comercialização, distribuição, propaganda e uso em todo o território nacional.
Segundo a Anvisa, as medidas foram adotadas para proteger a saúde dos consumidores, já que os itens descumpriam normas básicas de regularização exigidas para cosméticos no Brasil.
Sérum facial com alegação terapêutica
Uma das ações envolve o Sérum Facial Uniformizador Txa, da marca Adah Beauty, fabricado pela HF Indústria e Comércio de Cosméticos. De acordo com a Anvisa, o produto foi classificado de forma incorreta, pois apresentava indicação terapêutica em sua rotulagem e divulgação.
Esse tipo de promessa não é permitido para cosméticos. Alegações terapêuticas são restritas a medicamentos, que precisam passar por comprovação científica rigorosa e registro específico junto ao órgão regulador antes de serem vendidos.
Produtos capilares sem registro sanitário
Outra empresa atingida pela fiscalização foi a RS de Vargas Cosméticos, que teve quatro linhas de produtos capilares proibidas por falta de registro sanitário. Sem essa autorização, nenhum produto pode ser fabricado, vendido ou divulgado legalmente no país.
Entre os itens que deverão ser recolhidos estão os realinhadores capilares Realinhamento dos Fios Maxx Liss e Realinhamento dos Fios Perfecta Liss, da marca Legemaxx Professional. Também entram na lista o Power Whey, da Helen Zamprogno Beauty Hair, e o Retexturizador Capilar Biotina Supreme Evolution, da Eliete Vacari Cosméticos Profissionais.
Alerta ao consumidor
A Anvisa reforça que cosméticos precisam seguir regras específicas de segurança, rotulagem e regularização antes de chegar às prateleiras. Produtos irregulares podem representar riscos à saúde, principalmente quando fazem promessas que vão além da função estética permitida por lei.
O órgão orienta que consumidores interrompam o uso dos produtos citados e procurem informações junto aos fabricantes ou aos canais oficiais da Anvisa. Casos de reações adversas devem ser comunicados às autoridades de saúde.





