O Grêmio anunciou que será o primeiro clube da Série A a utilizar a grama Tahoma, uma das variedades mais modernas do mundo e escolhida para a maioria dos estádios da Copa do Mundo FIFA 2026. A novidade será implementada na Arena do Grêmio e marca um movimento importante em meio às polêmicas recentes sobre o uso de gramados sintéticos no futebol brasileiro.
Padrão internacional em meio a debate nacional
Nos últimos anos, o debate sobre gramados artificiais ganhou força no Brasil, com críticas de jogadores e torcedores quanto ao impacto no desempenho e no risco de lesões. Enquanto alguns clubes optaram pelo sintético, o Grêmio decidiu investir pesado em tecnologia para manter um campo natural de altíssimo nível.
A grama Tahoma, da espécie Bermuda, é reconhecida internacionalmente por sua resistência ao frio, à sombra e ao desgaste causado por partidas intensas. O mesmo tipo foi escolhido para seis dos sete estádios da Copa do Mundo de 2026, reforçando sua credibilidade no mais alto nível do futebol.
Tecnologia de ponta no campo
O novo gramado será implantado em uma área de cerca de 9 mil metros quadrados e contará com uma estrutura moderna que inclui drenagem a vácuo, ventilação subterrânea e fibras sintéticas costuradas abaixo da superfície para reforço estrutural.
Além disso, o estádio terá iluminação suplementar capaz de simular luz solar, garantindo crescimento uniforme mesmo em áreas mais sombreadas. O clube também contará com um gramado reserva para substituição rápida de partes do campo quando necessário.
Investimento estratégico
Dirigentes do clube destacam que a mudança representa um avanço importante para a qualidade do jogo ao longo da temporada, reduzindo impactos climáticos e mantendo maior regularidade no desempenho do campo.
Com a iniciativa, o Grêmio busca transformar sua arena em referência nacional em gramado natural de padrão mundial, mostrando que é possível aliar tecnologia, sustentabilidade e alto rendimento sem recorrer ao sintético.





