No dia 28 de outubro, no Rio de Janeiro, ocorreu uma megaoperação policial nos complexos do Alemão e da Penha. Esta ação teria ocorrido sem apoio federal pela recusa do governo Lula em ceder veículos blindados ao governo estadual para apoio em operações de segurança, após um pedido realizado em janeiro de 2025, ligado à morte de uma oficial da Marinha.
Sem a decretação da Garantia da Lei e da Ordem (GLO) pelo presidente, a ajuda federal foi negada, resultando na operação que deixou 64 mortos e 81 detidos, envolvendo cerca de 2.500 agentes das forças de segurança do estado.
Divergências
O pedido por blindados foi remetido à Advocacia-Geral da União (AGU), que destacou a necessidade de um decreto presidencial para autorizar o uso das Forças Armadas neste contexto. A negativa de implementar a GLO gerou divergências entre o governo estadual, liderado por Cláudio Castro, e a administração federal sob o comando do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Castro criticou a falta de suporte, afirmando que o estado estava “sozinho” no combate ao crime e que a operação teve que ocorrer apesar da ausência de apoio federal.
Ação policial
A megaoperação policial tinha como objetivo combater o Comando Vermelho, uma das principais facções criminosas do estado. Durante a operação, foram apreendidos 93 fuzis e mais de meia tonelada de drogas.
O saldo de 64 mortos inclui 60 suspeitos e quatro policiais das forças estaduais, em um dos esforços mais letais já registrados na região. Além disso, a utilização de recursos como helicópteros e drones marcou a ação, que enfrentou resistência intensa da facção.
As operações de segurança no Rio de Janeiro continuam sem previsão de apoio militar federal. A administração estadual busca alternativas para fortalecer seu aparato de segurança sem a necessidade de intervenção direta das Forças Armadas.





