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Fenômeno que acontece uma vez por ano deixará o Brasil com a noite mais longa de 2026

Por Matheus Chaves
18/06/2026
Clima noturno

Imagem: Wirestock/Magnific

Um fenômeno astronômico recorrente, que acontece uma vez por ano, vai marcar em 2026 o dia com menor duração de luz solar no Hemisfério Sul e, consequentemente, a noite mais longa do ano no Brasil. Trata-se do solstício de inverno, que ocorrerá no domingo (21), às 5h25, marcando o início do inverno. O evento ocorre quando a inclinação do eixo da Terra atinge o ponto máximo em relação ao Sol, reduzindo o tempo de incidência direta da luz solar sobre esta parte do planeta.

Esse movimento não é aleatório. Ele faz parte da dinâmica de translação da Terra ao redor do Sol, combinada com a inclinação de aproximadamente 23,5° do eixo terrestre. Esse conjunto de fatores altera a forma como a radiação solar é distribuída ao longo do ano, criando estações com durações de dias e noites diferentes.

O que muda no solstício de inverno

Durante o solstício de inverno no Hemisfério Sul, o Sol atinge sua posição mais baixa no céu. Isso significa que os raios solares chegam de forma mais inclinada, reduzindo a intensidade da luz e encurtando o período de iluminação natural ao longo do dia.

Esse é o momento em que o Brasil registra o dia mais curto do ano, com a consequente ampliação da noite. A diferença é mais perceptível nas regiões Sul e Sudeste, onde a variação entre as estações é maior devido à latitude.

O fenômeno não altera apenas a duração da luz solar, mas também influencia a temperatura média, já que a menor incidência de radiação solar reduz o aquecimento da superfície terrestre.

Por que isso acontece todos os anos

O solstício ocorre de forma regular porque está diretamente ligado ao movimento de translação da Terra e à inclinação fixa do seu eixo. Essa combinação faz com que, ao longo do ano, cada hemisfério receba quantidades diferentes de luz solar.

Quando o Hemisfério Sul está mais afastado do Sol, ocorre o inverno astronômico, com dias mais curtos e noites mais longas. Seis meses depois, o processo se inverte, dando origem ao verão e ao dia mais longo do ano.

Esse ciclo é um dos principais responsáveis pela existência das estações e pela variação climática ao longo dos meses.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Matheus Chaves

Matheus Chaves

Jornalista e produtor de conteúdo com mais de nove anos de experiência em comunicação digital, produção editorial e jornalismo online.

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