Pela primeira vez no Fórum Econômico Mundial, em Davos, Elon Musk lançou uma previsão que soou como alerta e promessa: em um futuro próximo, os robôs serão mais numerosos que os humanos.
A declaração ocorreu durante conversa pública com Larry Fink, CEO da BlackRock, e rapidamente se espalhou como um dos momentos mais comentados do evento.
Um futuro dominado por máquinas inteligentes
Conhecido por críticas frequentes ao encontro na Suíça, Musk surpreendeu ao afirmar que o avanço acelerado da inteligência artificial e da robótica não é apenas inevitável, mas essencial para a economia global. Segundo ele, apenas essa combinação tecnológica seria capaz de sustentar um padrão elevado de vida para toda a população mundial.
Para o empresário, a pobreza não é um problema político, mas um desafio de engenharia. Em sua visão, robôs humanoides e sistemas de IA tornarão bens e serviços tão abundantes que conceitos como escassez, poupança e até trabalho obrigatório perderão o sentido. O trabalho humano, segundo Musk, poderá se tornar opcional, restrito a atividades criativas ou de lazer.
Essa aposta passa diretamente pelas empresas que lidera. A Tesla desenvolve o robô humanoide Optimus, projetado para executar tarefas repetitivas e físicas, além de investir em uma frota de táxis totalmente autônomos. Musk acredita que esses sistemas estarão “em toda parte”, impulsionando crescimento econômico sem precedentes e transformando setores como indústria, logística e cuidados com idosos.
Projeções do banco Barclays indicam que o mercado de robôs humanoides, hoje estimado entre US$ 2 bilhões e US$ 3 bilhões, pode alcançar até US$ 200 bilhões em 2035. Davos serviu como palco para Musk reforçar uma narrativa provocadora: o futuro da humanidade pode não ser ameaçado pelas máquinas, mas redefinido por elas em escala global, mirando até mesmo o fim da pobreza.





