No Brasil, desde o PIX, o dinheiro físico e as moedas caíram um pouco em desuso, mas em um certo país a interrupção da fabricação de uma famosa moeda vai impactar diretamente nos comércios e dia a dia dos cidadãos. Estamos falando da moeda de um centavo dos Estados Unidos, popularmente conhecida como penny.
A decisão foi motivada pelos altos custos de fabricação, que atualmente superam o valor nominal da moeda. Cada unidade custa cerca de 3,69 centavos de dólar para ser cunhada, quase quatro vezes o valor do próprio centavo, tornando sua produção economicamente inviável.
Por que Estados Unidos vai parar de fabricar a moeda de um centavo?
A retirada da moeda, planejada desde fevereiro por Donald Trump, será gradual, com expectativa de interrupção da emissão no início de 2026. Apesar do fim da produção, os pennies existentes continuarão em circulação e poderão ser usados normalmente em transações. O Departamento do Tesouro estima que o fim da produção possa gerar uma economia de US$ 56 milhões por ano.
A mudança, no entanto, traz desafios práticos. Comerciantes terão que se adaptar ao arredondamento de preços em dinheiro para o múltiplo de cinco centavos mais próximo.
Estados como Delaware, Connecticut, Michigan e Oregon, além de cidades como Nova Iorque, Miami e Washington, exigem que os lojistas forneçam troco exato, o que pode gerar complicações legais.
Além disso, programas federais como o SNAP, que garante valores precisos para beneficiários, podem ser impactados pelo arredondamento em transações físicas.
Criada em 1793 e com o rosto de Abraham Lincoln estampado desde 1909, a moeda de um centavo sobreviveu a outras unidades que deixaram de circular, como a de meio centavo. Atualmente, existem cerca de 114 bilhões de pennies em circulação, mas a maioria permanece guardada em gavetas, cofrinhos ou potes de moedas esquecidas.





