Diversas pessoas estão reclamando de transferências inesperadas via Pix nos últimos dias. O valor, que varia de pessoa a pessoa (sai de R$ 40 até R$ 200), é enviado pela Facta Financeira S.A. A curiosidade se tornou um questionamento no Reclame Aqui, entretanto, a empresa não se manifestou sobre o assunto.
O “Olhar Digital” entrou em contato com a empresa em si, mas não obteve nenhuma resposta, aumentando ainda mais a angústia e curiosidade de alguns. Apesar disso, o Banco Central diz que deve desconfiar de depósitos não conhecidos, e que deve entrar em contato com as intuições. Há a possibilidade de golpe.
Algumas pessoas receberam mensagens via SMS logo após o valor cair em suas contas. Não havia identificação de quem mandou, e o número em questão é identificado como “Central de Atendimento Facta Financeira”.
Mesmo sendo uma prática suspeita, o advogado Leandro Alvarenga, colunista do Olhar Digital, falou que pode ser algo mais comum do que o público imagina no mercado atual. Isso envolve cobranças indevidas.
“Algumas vezes acontece, as instituições financeiras acabam cobrando tarifas de maneira indevida, por erro de sistema ou pessoal. Até mesmo devido a reiteradas decisões judiciais e revisões de contrato que consideram algumas cobranças abusivas, elas acabam optando por evitar essas demandas e fazendo a devolução desses valores. Efetivamente, pode acontecer isso”, disse, ao Olhar Digital.
Por enquanto, o que vale é: nada de liberar dados, aperfeiçoar o filtro da curiosidade e esperar por uma explicação oficial. O canal segue aberto para a Facta se posicionar e dizer, afinal, se esse dinheiro realmente pertence aos destinatários — ou se trata de outro mistério financeiro a desvendar.
Por hora, o indicado é esperar por uma posição oficial da empresa.“A falha na comunicação e na transparência com o consumidor da devolução desses valores geram a desconfiança de uma possibilidade de fraude, porque não é normal você receber um dinheiro sem saber o motivo. Mais do que isso, há uma situação de falta de atendimento e clareza com o consumidor, porque mesmo quando o consumidor procura a empresa, ela não está dando resposta”, concluiu Alvarenga.
Veja a nota divulgada pelo Banco Central
“O Banco Central não comenta instituições financeiras específicas, mas reforça as orientações que os clientes e usuários devem tomar em caso de recebimento de valores desconhecidos em suas contas. O primeiro passo é entrar em contato diretamente com a instituição que realizou a transferência ou depósito do valor, por seus canais oficiais, como a página na internet. Essa é a forma mais segura de certificar-se da origem dos recursos. Também é necessário ficar atento a possibilidade de golpes e fraudes de terceiros e mensagens recebidas com números de telefone ou outros canais que não confiram com os canais oficiais da instituição”.





