Em meio às discussões sobre sucessão presidencial e à repercussão negativa inicial no mercado financeiro, o senador Flávio Bolsonaro voltou a se posicionar como potencial candidato ao Planalto e apresentou os eixos centrais de sua proposta econômica para o país.
Em entrevista ao podcast Irmãos Dias, voltado ao público de investidores, o parlamentar delineou o modelo que pretende adotar caso chegue ao comando do Executivo.
Aposta em redução de impostos e continuidade liberal
Flávio afirmou que pretende recolocar o país em um caminho de crescimento baseado em menor intervenção estatal e incentivo direto ao setor produtivo. Segundo ele, a redução de impostos e a desburocratização seriam pilares do plano econômico, com o objetivo de impulsionar o que chama de “força motriz da economia”: os empreendedores.
O senador também declarou que deseja manter a linha defendida pelo ex-ministro Paulo Guedes, reforçando que nomes alinhados ao liberalismo econômico integrarão sua equipe, caso eleito.
Durante a conversa, o senador buscou apresentar uma versão mais técnica de si mesmo, destacando seus anos de experiência política e formação acadêmica na área de gestão pública.
Ele também aproveitou para criticar o governo Lula, afirmando que o país vive um ambiente de negócios “hostil” e marcado por tentativas de ampliar a arrecadação às custas dos contribuintes.
Ainda na entrevista, Flávio Bolsonaro defendeu que a política social atual aumentaria a dependência do Estado, prometendo, em contrapartida, incentivar emprego, renda e empreendedorismo como caminho para autonomia financeira das famílias. Para ele, a disputa eleitoral de 2026 representará “modelos de país distintos”.
Apesar do esforço para acenar ao mercado, as reações seguem divididas. Parte do setor financeiro demonstra preferência por outros nomes da direita, como Tarcísio de Freitas. O senador, porém, afirma esperar apoio das principais siglas do Centrão, embora reconheça que ainda haverá negociações até o próximo ano eleitoral.





