Os idosos foram as maiores vítimas e agora serão ressarcidos. Mais de 500 mil aposentados e pensionistas do INSS devem receber, nas próximas semanas, valores referentes a descontos indevidos em seus benefícios. O governo federal já devolveu cerca de R$ 2,3 bilhões a vítimas de cobranças irregulares feitas por sindicatos e associações, em um dos maiores casos de reembolso da história da Previdência.
Os pagamentos fazem parte de um amplo processo de revisão iniciado após a descoberta de uma fraude nacional envolvendo mensalidades associativas não autorizadas. Segundo o INSS, novas etapas de ressarcimento estão previstas até o fim de outubro, com correção monetária e acompanhamento automatizado pelo sistema do instituto.
Operação nacional garante devolução bilionária a beneficiários do INSS
Durante a análise dos pedidos, foram identificadas novas tentativas de falsificação. Algumas entidades chegaram a utilizar programas de computador para simular assinaturas ou apresentaram gravações de áudio como suposta autorização — práticas que não têm validade legal.
As apurações integram a Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU), que investiga o envolvimento de servidores e empresas privadas no esquema.
Idosos receberão dinheiro de volta
Atualmente, 52 processos administrativos estão em andamento contra 50 associações e três empresas suspeitas de aplicar as fraudes. Os descontos automáticos de mensalidades associativas, feitos diretamente nos benefícios, permanecem suspensos até a conclusão das investigações.
Para conseguir um repasse do INSS, acesse o aplicativo ou site do Meu INSS, clique em “Consultar Pedidos” e depois em “Cumprir Exigência”. Se for um reembolso de valores descontados indevidamente, aceite os termos do acordo e aguarde o pagamento em lotes, conforme a data de adesão. Também é possível solicitar repasses atrasados pelo aplicativo ou pelo telefone 135, verificando os valores no Extrato de Pagamento de Benefício.
As alíquotas variam de 7,5% a 14% para empregados, conforme a faixa salarial, e de 11% a 20% para autônomos, com opção de plano simplificado ou facultativo de baixa renda (5%).





