Um escândalo sem precedentes abalou o futebol da Turquia nesta semana. A Federação Turca de Futebol (TFF) anunciou que vai abrir processos disciplinares contra centenas de árbitros após descobrir que muitos deles mantinham contas em sites de apostas, incluindo juízes que atuavam nas principais ligas do país.
De acordo com o presidente da entidade, Ibrahim Haciosmanoglu, a investigação revelou que 371 dos 571 árbitros em atividade tinham contas em plataformas de apostas, e 152 estavam apostando ativamente. O levantamento foi feito com base em dados de instituições estatais e cobriu um período de cinco anos.
“Como federação, começamos limpando a nossa própria casa”, declarou Haciosmanoglu em entrevista coletiva realizada em Istambul, nesta segunda-feira (27).
Crise na arbitragem
Entre os envolvidos estão sete árbitros da elite, 15 assistentes de elite, além de dezenas de juízes e auxiliares das divisões inferiores. O caso mais extremo chamou atenção, um árbitro teria feito 18.227 apostas durante o período investigado, enquanto outros 42 apostaram em mais de mil partidas cada.
A federação confirmou que todos os nomes serão encaminhados ao Conselho Disciplinar, que aplicará as penalidades previstas no artigo 57 do código disciplinar da TFF, punições que podem variar de três meses a um ano de suspensão de qualquer atividade ligada ao futebol.
“Eles serão encaminhados ao conselho disciplinar e sofrerão as penalidades cabíveis, conforme o nosso regulamento”, completou o dirigente. O escândalo tem gerado enorme repercussão na Turquia, levantando dúvidas sobre a integridade das competições e o controle das apostas esportivas no país, onde o futebol é uma verdadeira paixão nacional.





