Na última semana, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) surpreendeu ao anunciar a suspensão de fabricação, comercialização, distribuição e uso de diversos produtos da Ypê, que estão sempre presentes nas casas de uma parcela significativa da população brasileira.
A decisão foi motivada pelo resultado de uma inspeção realizada pelo órgão em uma fábrica da empresa, situada no interior paulista, no fim de abril, que apontou diversas falhas no cumprimento da norma que estabelece as Boas Práticas de Fabricação (BPF) para produtos saneantes.
Conforme exibido em imagens registradas no relatório técnico, equipamentos usados para fabricação de detergente e lava-roupas na unidade de Amparo (SP) apresentaram marcas de corrosão. A Ypê, por sua vez, afirmou que o problema não causou a contaminação dos produtos.
Mas nem isso foi suficiente para alterar a postura da Anvisa, que nesta semana, decidirá, de forma colegiada, se as suspensões impostas à Ypê serão mantidas. A informação foi confirmada pelo presidente da agência, Leandro Pinheiro Safatle, entrevista ao programa Fantástico.
De acordo com ele, o resultado deve ser divulgado nesta quarta-feira (13). Enquanto isso, a produção na fábrica permanece paralisada para acelerar as adequações exigidas pelo órgão.
Ypê contesta decisão da Anvisa
Testes laboratoriais conduzidos pela Anvisa durante inspeções revelaram contaminação bacteriana em lotes de final 1. Apesar disso, em nota ao Fantástico, a Ypê afirmou que a contaminação não foi encontrada na vistoria mais recente.
Isso porque, segundo a empresa, seu sistema de controle de qualidade já atua na identificação e no descarte de lotes que divergem das normas internas e, com isso, garante que apenas produtos em conformidade cheguem ao mercado.
Além disso, a Ypê também afirmou que as fotos apresentadas no relatório da Anvisa exibem áreas em que não há nenhum contato com seus produtos, e que, conforme acordado com o órgão, tratam-se de locais que passariam por reformas.





