James Watson, cientista renomado por co-descobrir a estrutura do DNA e ganhador do Prêmio Nobel de Medicina em 1962, enfrentou severas repercussões após declarações polêmicas. Em janeiro de 2019, durante um documentário da PBS, Watson afirmou que diferenças de QI entre brancos e negros teriam base genética.
Essa declaração resultou na perda de todos os seus títulos honorários conferidos pelo Cold Spring Harbor Laboratory.

As declarações de Watson, que refletem opiniões previamente expressas e amplamente criticadas, foram repudiadas pela comunidade científica. O Cold Spring Harbor Laboratory, onde Watson trabalhou por décadas, retirou todos os títulos e honras, argumentando que suas falas eram imprudentes e cientificamente infundadas.
Outra polêmica envolve seu Nobel. James Watson e Francis Crick publicaram o modelo da estrutura em dupla hélice do DNA em 1953 e, junto com Maurice Wilkins, receberam o prêmio. No entanto, seu trabalho baseou-se fundamentalmente em dados cruciais obtidos por Rosalind Franklin, sem o seu devido consentimento ou reconhecimento inicial.
Histórico de declarações controversas
Em 2007, Watson já havia enfrentado fortes críticas após afirmar que os africanos seriam menos inteligentes que os europeus, o que gerou seu afastamento administrativo do laboratório. Apesar de pedidos de desculpas, suas visões controversas ressurgiram anos depois.
Antes disso, em 1997, ele também havia sugerido que mulheres poderiam abortar bebês com genes indicativos de homossexualidade, causando mais desconforto na comunidade científica.
A despeito dos valores controversos que mantém em suas declarações, Watson continua sendo uma figura central na biologia devido ao seu trabalho no campo do DNA e no Projeto Genoma Humano. No entanto, a insistência em ideias desacreditadas obscurece seu legado. Watson morreu no último dia 6 de novembro, em Nova York.





