O governo federal anunciou um pacote de investimentos que promete deixar “novos” 11 aeroportos brasileiros. O plano prevê reformas, ampliações e modernização de terminais já existentes, com aporte próximo de R$ 5 bilhões.
O anúncio foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e mira aumentar a capacidade operacional, melhorar o conforto dos passageiros e corrigir gargalos históricos da aviação regional e urbana.
Quais aeroportos serão modernizados e o que muda
Do total anunciado, R$ 4,64 bilhões virão de financiamento do BNDES e serão aplicados em aeroportos administrados pela concessionária espanhola Aena. As obras contemplam terminais em quatro estados: São Paulo, Mato Grosso do Sul, Pará e Minas Gerais. A estimativa do governo é de geração de cerca de 2 mil empregos durante as intervenções e outros 700 após a conclusão.
O maior volume de recursos será destinado ao Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, segundo mais movimentado do país. O terminal passará por uma reestruturação completa, com novo prédio de passageiros, ampliação do pátio, aumento no número de pontes de embarque e expansão da área comercial. A expectativa é elevar a capacidade anual para mais de 40 milhões de passageiros. As obras em Congonhas devem se estender até 2028.
Nos demais estados, os investimentos buscam modernizar aeroportos estratégicos para o transporte regional. Em Mato Grosso do Sul, serão atendidos Campo Grande, Ponta Porã e Corumbá. No Pará, entram no pacote Santarém, Marabá, Carajás e Altamira. Já em Minas Gerais, as melhorias alcançarão Uberlândia, Uberaba e Montes Claros. Nesses casos, a previsão é de conclusão até 2026.
Segundo o governo, o objetivo não é inaugurar novos aeroportos do zero, mas transformar estruturas antigas em terminais mais eficientes, sustentáveis e adequados à demanda atual. A aposta é que a modernização reduza atrasos, melhore serviços e fortaleça a malha aérea nacional. Brasileira.





